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    July 16

    FEBRE MACULOSA

     FEBRE MACULOSA
     
    Profissionais da Saúde
     
    Aspectos epidemiológicos: a Febre Maculosa é uma

    doença febril aguda, de gravidade variável, causada

    por bactéria e transmitida por carrapatos infectados.
     
    Agente Etiológico: doença causada por bactéria

    Rickettisia rickettsii . Bactéria intracelular

    obrigatória, sobrevivendo brevemente fora do

    hospedeiro. Os humanos são hospedeiros acidentais,

    não colaborando com a propagação do organismo.
     
    Vetores e reservatórios: os vetores são carrapatos

    da espécie Amblyomma cajennense. São conhecidos

    como "carrapato estrela", "carrapato de cavalo" ou

    "rodoleiro"(Fig. 1), as larvas por "carrapatinhos" ou

    "micuins, e as ninfas por "vermelhinhos". São

    hematófagos obrigatórios, necessitando de repastos

    em três hospedeiros para completar seu ciclo de

    vida. O homem é intensamente atacado nas fases de

    larvas e ninfas.
               
    Fig. 1 - Carrapato transmissor de febre maculosa

    (Amblyomma cajennense). A: vista superior. B: vista

    inferior.
    Fonte: Mem. Inst. Oswaldo Cruz. 59(2): 115-130 -

    Jul., 1961
     
    Aspectos biológicos referentes a seus transmissores:
     
    Ciclo Biológico: as fêmeas após fecundadas e

    ingurgitadas desprendem-se do hospedeiro, caindo no

    solo para realizar postura única em torno de 5.000 a

    8.000 ovos antes de morrerem. Após período de

    incubação (30 dias à temperatura de 25ºC) ocorre a

    eclosão dos ovos e nascimento das ninfas hexápodes

    (larvas).As ninfas sobem pelas gramíneas e arbustos

    e aí esperam a passagem dos hospedeiros. Após

    sugarem sangue do hospedeiro por 3 a 6 dias,

    desprendem-se deste e no solo ocorre a ecdise (18 a

    26 dias), transformando-se no estágio seguinte que é

    a ninfa octópode. As ninfas fixam-se em um novo

    hospedeiro e em 6 dias ingurgitam-se de sangue, e no

    solo sofrem nova ecdise (23 a 25 dias),

    transformando-se no carrapato adulto.(fig.2). O

    Amblyomma cajennense completa uma geração por

    ano, mostrando os três estágios parasitários

    marcadamente distribuídos ao longo do ano. As ninfas

    hexápodes ocorrem basicamente entre os meses de

    março a julho e sobrevivem até 6 meses sem se

    alimentar. As ninfas octópodes entre os meses de

    julho a novembro e os adultos entre os meses de

    novembro a março, sobrevivem até 1 ano e 02 sem se

    alimentar, respectivamente. Os carrapatos

    Amblyomma cajennense são responsáveis pela

    manutenção da R.rickettsii na natureza, pois ocorre

    transmissão transovariana e transestadial. Esta

    característica biológica permite ao carrapato

    permanecer infectado durante toda a sua vida e

    também por muitas gerações após uma infecção

    primária.
     
    Hospedeiros: pode ser encontrado em todas as fases

    em: aves domésticas - galinhas, perus; aves

    silvestres - seriemas; mamíferos - cavalo, boi,

    carneiro, cabra, cão, porco, veado, capivara,

    cachorro do mato, coelho, cotia, coati, tatu,

    tamanduá; animais de sangue frio - ofídeos.

    Reservatórios: a infecção se mantém pela passagem

    transovárica e transestadial nos carrapatos. Diversos

    roedores e outros animais ajudam a manter o ciclo da

    doença.
     
    Modo de Transmissão: A transmissão ocorre pela

    picada de carrapato infectado. Para que a rickettsia

    se reative e possa ocorrer a infecção no homem, há

    necessidade que o carrapato fique aderido por

    algumas horas (de 4 a 6 h.). Pode também ocorrer

    contaminação através de lesões na pele, pelo

    esmagamento do carrapato. Susceptibilidade e

    imunidade: A susceptibilidade é geral. A imunidade

    provavelmente é duradoura.
     
    Período de incubação: O homem, após receber a

    picada infectante, leva de 2 a 14 dias (em média 7

    dias), para apresentar os primeiros sintomas. Período

    de transmissibilidade: Não se transmite diretamente

    de uma pessoa para outra. O carrapato permanece

    infectante toda sua vida, mais ou menos 18 meses.

    Sazonalidade - maior incidência da doença durante a

    primavera e o verão.
     
    Aspectos clínicos laboratoriais: no diagnóstico devem

    ser considerados:
     
    Aspectos clínicos: doença de começo súbito com febre

    moderada a alta que dura geralmente de 2 a 3

    semanas, acompanhada de cefaléia, calafrios,

    congestão das conjuntivas. Ao terceiro ou quarto dia

    pode se apresentar exantema maculopapular, róseo,

    nas extremidades, em torno do punho e tornozelo, de

    onde se irradia para o tronco, face, pescoço, palmas

    e solas. Petéquias e hemorragias são freqüentes . A

    doença pode também cursar assintomática ou com

    sintomas frustros. Alguns casos evoluem gravemente,

    ocorrendo necrose nas áreas de sufusões

    hemorrágicas, em decorrência de vasculite

    generalizada. Torpor, agitação psicomotora, sinais

    meníngeos são freqüentes. A face é congesta e

    infiltrada, com edema peripalpebral e infecção

    conjuntival. Edema também está presente nas pernas,

    que se apresentam brilhantes. Tosse, hipotensão

    arterial e hipercitose liquórica são achados comuns.

    Hepatoesplenomegalia pouco acentuada é observada.

    A letalidade é aproximadamente de 20% na ausência

    de uma terapia específica. A morte é pouco comum

    quando se aplica o tratamento precocemente.
     
    Exames laboratoriais:
    Sorológico - visando detectar a presença de

    anticorpos.
    Cultura - visando o isolamento do agente etiológico.
     
    Tratamento: empregam-se o cloranfenicol ou

    tetraciclinas. Além dos antimicrobianos, são

    indispensáveis os cuidados médicos e de enfermagem

    dirigidos para as possíveis complicações, mormente as

    renais, cardíacas, pulmonares e neurológicas.
     
    Profilaxia:
    Ter em mente quais são as áreas consideradas

    endêmicas para a febre maculosa.
    Evitar caminhar em áreas conhecidamente infestadas

    por carrapatos no meio rural e silvestre.
    Quando for necessário caminhar por áreas infestadas

    por carrapatos, vistoriar o corpo em busca de

    carrapatos em intervalos de 3 horas , pois quanto

    mais rápido for retirado o carrapato, menor serão os

    riscos de contrair a doença.
    Barreiras físicas : Calças compridas com parte

    inferior por dentro das botas e fitas adesivas dupla

    face lacrando a parte superior da bota.

    Recomenda-se o uso de roupas claras, para facilitar

    a visualização dos carrapatos.
    Não esmagar os carrapatos com as unhas pois com

    esmagamento pode haver liberação das rickettsias

    que têm capacidade de penetrar através de

    microlesões na pele. Retirá-los com calma através de

    leve torção, para liberar as peças bucais.
    Rotação de pastagens. n Aparar gramado o mais

    rente ao solo, facilitando assim a penetração dos

    raios solares.
    Controle químico nos animais, domésticos através

    banhos estratégicos de carrapaticidas.

    Notas histórico-epidemiológicas: a febre maculosa

    brasileira é também chamada febre maculosa de São

    Paulo.
    A primeira descrição clínica da febre maculosa foi

    feita em 1899 em caso ocorrido na região

    montanhosa do noroeste norte-americano. Nos

    Estados Unidos a denominação de Febre Maculosa das

    Montanhas Rochosas. A partir da década de trinta a

    doença passou a ser identificada focalmente em

    diversos países como o Canadá, México, Panamá,

    Colombia e Brasil. No Brasil, foi reconhecida pela

    primeira vez no Estado de São Paulo no ano de 1929.

    A partir daí foram diagnosticados casos nos estados

    do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
    No Estado de São Paulo, até a década de 80, os

    casos diagnosticados eram provenientes de municípios

    vizinhos da capital, tais como Mogi das Cruzes,

    Diadema e Santo André.
    Na segunda metade da década de 80 foram

    diagnosticados casos de doença no município de

    Pedreira. A partir de então novos casos foram

    detectados nos municípios de Jaguariúna e Campinas.
    Em 1996 elaborou-se um programa de vigilância da

    febre maculosa nas regiões de Campinas e de São

    João da Boa Vista (onde estão situados os municípios

    acima), com o objetivo de controlar sua transmissão.

    A doença foi declarada de notificação compulsória

    nestas regiões.
    As medidas de controle mais importantes estão na

    área de educação em saúde. Como o controle do

    carrapato não é facilmente exequível, o alerta á

    população para evitar áreas com carrapato ou

    retirá-los o mais rápido possível ao ser parasitado

    passa a ser fundamental. Ao lado disso estar ciente

    para procurar prontamente um serviço médico caso

    apresente sintomas, dias após haver sido parasitado,

    também é imprescindível.
    No que diz respeito aos profissionais de saúde,

    principalmente aos médicos, a suspeita diagnóstica e

    o tratamento precoce são a única maneira de se

    evitar óbitos pela doença.
     
    Bibliografia consultada:
    *Aragão H:, Fonseca F. Notas de Ixodologia VIII.

    Lista e chave para representantes da fauna

    Ixodológica Brasileira - Memórias do Instituto

    Oswaldo Cruz. 59:116-148, 1961.
    *Del Guércio, V. M .F.; Rocha, M. M. M.; Melles,

    H. H. B.; Lima, V. L. C.; Pignatti, M. G. Febre

    Maculosa no município de Pedreira - SP - Brasil -

    Inquérito Sorológico. Registro da Sociedade Brasileira

    de Medicina Tropical. 30:47-52, jan. - fev., 1997.
    *Flechtmann, H. W. C. Acáros de Importância

    Médico Sanitária - 3ª edição, 1985.
    *Lemos, E. R. S. Aspectos Epidemiológicos da

    Riquetsiose do Grupo de Febre Maculosa em Área

    Endêmica do Estado de Minas Gerais, Brasil. Tese de

    mestrado - RJ, 1991.
    *Lemos, E. R. S. Febre Maculosa Brasileira em Área

    Endêmica no Município de Pedreira, São Paulo, Brasil.

    Tese de Doutorado - RJ, 1996.
    *Lemos, E. R. S. ; Machado, D. R.; Coura, J. R.;

    Guimarães, A. M. A.; Sena, F. N. M. Infestation

    by ticks ad Detection of antibodies to spotted fever

    group Rickettsiae in wild animals captured in the

    state of São paulo, Brazil. A Preliminary Report.
    *Lima, V. L. C.; Figueiredo, A. C.; Pignatti, M. G.;

    Modolo, M. Febre Maculosa no município de Pedreira

    - Estado de São Paulo - Brasil. Relação entre

    ocorrência de casos e parasitismo humano dos

    ixodídeos. Revista da Sociedade Brasileira de

    medicina Tropical. 28(2):135-137, 1995.
    *Neves D. P.; Melo A. L.; Genaro, O.; Linardi, P.

    M.; Parasitologia humana. 10ª edição. Editora

    Atheneu.
    *O. M. S. - El Control de Las Enfermidades

    transmisibles en el hombre - 20ª edição, 1978.
    *Pereira, M. C.; Labruna, B. M. Febre Maculosa:

    Aspectos clínicos epidemiológicos. Revista clínica

    veterinária. Ano III, nº 12, jan/fev, 1998.
    *Pessôa, S. B.; Martins, A. V.; Pessôa Parasitologia

    Médica. 11ª edição. Editora Guanabara Koogan.
    *Secretaria de Estado da Saúde -Manual de

    Orientação para Vigilância Epidemiológica - Febre

    Maculosa. - 1996.
    *Travassos J.; Vallejo - Freire A. Criação Artificial

    de Amblyomma cajennense para o Preparo de Vacina

    Contra a Febre Maculosa. Memórias do Instituto

    Butantã. 18:145-235, 1944-1945.
    *Veronesi R.; Focaccia R.; Dietze R.; Doenças

    Infecciosas e Parasitárias. 8ª edição. Editora

    Guanabara Koogan.
     
    Fonte:
    http://www.sucen.sp.gov.br/doencas/f_maculosa/text

    o_febre_maculosa.htm FEBRE MACULOSA
     
    Profissionais da Saúde
     
    Aspectos epidemiológicos: a Febre Maculosa é uma

    doença febril aguda, de gravidade variável, causada

    por bactéria e transmitida por carrapatos infectados.
     
    Agente Etiológico: doença causada por bactéria

    Rickettisia rickettsii . Bactéria intracelular

    obrigatória, sobrevivendo brevemente fora do

    hospedeiro. Os humanos são hospedeiros acidentais,

    não colaborando com a propagação do organismo.
     
    Vetores e reservatórios: os vetores são carrapatos

    da espécie Amblyomma cajennense. São conhecidos

    como "carrapato estrela", "carrapato de cavalo" ou

    "rodoleiro"(Fig. 1), as larvas por "carrapatinhos" ou

    "micuins, e as ninfas por "vermelhinhos". São

    hematófagos obrigatórios, necessitando de repastos

    em três hospedeiros para completar seu ciclo de

    vida. O homem é intensamente atacado nas fases de

    larvas e ninfas.
               
    Fig. 1 - Carrapato transmissor de febre maculosa

    (Amblyomma cajennense). A: vista superior. B: vista

    inferior.
    Fonte: Mem. Inst. Oswaldo Cruz. 59(2): 115-130 -

    Jul., 1961
     
    Aspectos biológicos referentes a seus transmissores:
     
    Ciclo Biológico: as fêmeas após fecundadas e

    ingurgitadas desprendem-se do hospedeiro, caindo no

    solo para realizar postura única em torno de 5.000 a

    8.000 ovos antes de morrerem. Após período de

    incubação (30 dias à temperatura de 25ºC) ocorre a

    eclosão dos ovos e nascimento das ninfas hexápodes

    (larvas).As ninfas sobem pelas gramíneas e arbustos

    e aí esperam a passagem dos hospedeiros. Após

    sugarem sangue do hospedeiro por 3 a 6 dias,

    desprendem-se deste e no solo ocorre a ecdise (18 a

    26 dias), transformando-se no estágio seguinte que é

    a ninfa octópode. As ninfas fixam-se em um novo

    hospedeiro e em 6 dias ingurgitam-se de sangue, e no

    solo sofrem nova ecdise (23 a 25 dias),

    transformando-se no carrapato adulto.(fig.2). O

    Amblyomma cajennense completa uma geração por

    ano, mostrando os três estágios parasitários

    marcadamente distribuídos ao longo do ano. As ninfas

    hexápodes ocorrem basicamente entre os meses de

    março a julho e sobrevivem até 6 meses sem se

    alimentar. As ninfas octópodes entre os meses de

    julho a novembro e os adultos entre os meses de

    novembro a março, sobrevivem até 1 ano e 02 sem se

    alimentar, respectivamente. Os carrapatos

    Amblyomma cajennense são responsáveis pela

    manutenção da R.rickettsii na natureza, pois ocorre

    transmissão transovariana e transestadial. Esta

    característica biológica permite ao carrapato

    permanecer infectado durante toda a sua vida e

    também por muitas gerações após uma infecção

    primária.
     
    Hospedeiros: pode ser encontrado em todas as fases

    em: aves domésticas - galinhas, perus; aves

    silvestres - seriemas; mamíferos - cavalo, boi,

    carneiro, cabra, cão, porco, veado, capivara,

    cachorro do mato, coelho, cotia, coati, tatu,

    tamanduá; animais de sangue frio - ofídeos.

    Reservatórios: a infecção se mantém pela passagem

    transovárica e transestadial nos carrapatos. Diversos

    roedores e outros animais ajudam a manter o ciclo da

    doença.
     
    Modo de Transmissão: A transmissão ocorre pela

    picada de carrapato infectado. Para que a rickettsia

    se reative e possa ocorrer a infecção no homem, há

    necessidade que o carrapato fique aderido por

    algumas horas (de 4 a 6 h.). Pode também ocorrer

    contaminação através de lesões na pele, pelo

    esmagamento do carrapato. Susceptibilidade e

    imunidade: A susceptibilidade é geral. A imunidade

    provavelmente é duradoura.
     
    Período de incubação: O homem, após receber a

    picada infectante, leva de 2 a 14 dias (em média 7

    dias), para apresentar os primeiros sintomas. Período

    de transmissibilidade: Não se transmite diretamente

    de uma pessoa para outra. O carrapato permanece

    infectante toda sua vida, mais ou menos 18 meses.

    Sazonalidade - maior incidência da doença durante a

    primavera e o verão.
     
    Aspectos clínicos laboratoriais: no diagnóstico devem

    ser considerados:
     
    Aspectos clínicos: doença de começo súbito com febre

    moderada a alta que dura geralmente de 2 a 3

    semanas, acompanhada de cefaléia, calafrios,

    congestão das conjuntivas. Ao terceiro ou quarto dia

    pode se apresentar exantema maculopapular, róseo,

    nas extremidades, em torno do punho e tornozelo, de

    onde se irradia para o tronco, face, pescoço, palmas

    e solas. Petéquias e hemorragias são freqüentes . A

    doença pode também cursar assintomática ou com

    sintomas frustros. Alguns casos evoluem gravemente,

    ocorrendo necrose nas áreas de sufusões

    hemorrágicas, em decorrência de vasculite

    generalizada. Torpor, agitação psicomotora, sinais

    meníngeos são freqüentes. A face é congesta e

    infiltrada, com edema peripalpebral e infecção

    conjuntival. Edema também está presente nas pernas,

    que se apresentam brilhantes. Tosse, hipotensão

    arterial e hipercitose liquórica são achados comuns.

    Hepatoesplenomegalia pouco acentuada é observada.

    A letalidade é aproximadamente de 20% na ausência

    de uma terapia específica. A morte é pouco comum

    quando se aplica o tratamento precocemente.
     
    Exames laboratoriais:
    Sorológico - visando detectar a presença de

    anticorpos.
    Cultura - visando o isolamento do agente etiológico.
     
    Tratamento: empregam-se o cloranfenicol ou

    tetraciclinas. Além dos antimicrobianos, são

    indispensáveis os cuidados médicos e de enfermagem

    dirigidos para as possíveis complicações, mormente as

    renais, cardíacas, pulmonares e neurológicas.
     
    Profilaxia:
    Ter em mente quais são as áreas consideradas

    endêmicas para a febre maculosa.
    Evitar caminhar em áreas conhecidamente infestadas

    por carrapatos no meio rural e silvestre.
    Quando for necessário caminhar por áreas infestadas

    por carrapatos, vistoriar o corpo em busca de

    carrapatos em intervalos de 3 horas , pois quanto

    mais rápido for retirado o carrapato, menor serão os

    riscos de contrair a doença.
    Barreiras físicas : Calças compridas com parte

    inferior por dentro das botas e fitas adesivas dupla

    face lacrando a parte superior da bota.

    Recomenda-se o uso de roupas claras, para facilitar

    a visualização dos carrapatos.
    Não esmagar os carrapatos com as unhas pois com

    esmagamento pode haver liberação das rickettsias

    que têm capacidade de penetrar através de

    microlesões na pele. Retirá-los com calma através de

    leve torção, para liberar as peças bucais.
    Rotação de pastagens. n Aparar gramado o mais

    rente ao solo, facilitando assim a penetração dos

    raios solares.
    Controle químico nos animais, domésticos através

    banhos estratégicos de carrapaticidas.

    Notas histórico-epidemiológicas: a febre maculosa

    brasileira é também chamada febre maculosa de São

    Paulo.
    A primeira descrição clínica da febre maculosa foi

    feita em 1899 em caso ocorrido na região

    montanhosa do noroeste norte-americano. Nos

    Estados Unidos a denominação de Febre Maculosa das

    Montanhas Rochosas. A partir da década de trinta a

    doença passou a ser identificada focalmente em

    diversos países como o Canadá, México, Panamá,

    Colombia e Brasil. No Brasil, foi reconhecida pela

    primeira vez no Estado de São Paulo no ano de 1929.

    A partir daí foram diagnosticados casos nos estados

    do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
    No Estado de São Paulo, até a década de 80, os

    casos diagnosticados eram provenientes de municípios

    vizinhos da capital, tais como Mogi das Cruzes,

    Diadema e Santo André.
    Na segunda metade da década de 80 foram

    diagnosticados casos de doença no município de

    Pedreira. A partir de então novos casos foram

    detectados nos municípios de Jaguariúna e Campinas.
    Em 1996 elaborou-se um programa de vigilância da

    febre maculosa nas regiões de Campinas e de São

    João da Boa Vista (onde estão situados os municípios

    acima), com o objetivo de controlar sua transmissão.

    A doença foi declarada de notificação compulsória

    nestas regiões.
    As medidas de controle mais importantes estão na

    área de educação em saúde. Como o controle do

    carrapato não é facilmente exequível, o alerta á

    população para evitar áreas com carrapato ou

    retirá-los o mais rápido possível ao ser parasitado

    passa a ser fundamental. Ao lado disso estar ciente

    para procurar prontamente um serviço médico caso

    apresente sintomas, dias após haver sido parasitado,

    também é imprescindível.
    No que diz respeito aos profissionais de saúde,

    principalmente aos médicos, a suspeita diagnóstica e

    o tratamento precoce são a única maneira de se

    evitar óbitos pela doença.
     
    Bibliografia consultada:
    *Aragão H:, Fonseca F. Notas de Ixodologia VIII.

    Lista e chave para representantes da fauna

    Ixodológica Brasileira - Memórias do Instituto

    Oswaldo Cruz. 59:116-148, 1961.
    *Del Guércio, V. M .F.; Rocha, M. M. M.; Melles,

    H. H. B.; Lima, V. L. C.; Pignatti, M. G. Febre

    Maculosa no município de Pedreira - SP - Brasil -

    Inquérito Sorológico. Registro da Sociedade Brasileira

    de Medicina Tropical. 30:47-52, jan. - fev., 1997.
    *Flechtmann, H. W. C. Acáros de Importância

    Médico Sanitária - 3ª edição, 1985.
    *Lemos, E. R. S. Aspectos Epidemiológicos da

    Riquetsiose do Grupo de Febre Maculosa em Área

    Endêmica do Estado de Minas Gerais, Brasil. Tese de

    mestrado - RJ, 1991.
    *Lemos, E. R. S. Febre Maculosa Brasileira em Área

    Endêmica no Município de Pedreira, São Paulo, Brasil.

    Tese de Doutorado - RJ, 1996.
    *Lemos, E. R. S. ; Machado, D. R.; Coura, J. R.;

    Guimarães, A. M. A.; Sena, F. N. M. Infestation

    by ticks ad Detection of antibodies to spotted fever

    group Rickettsiae in wild animals captured in the

    state of São paulo, Brazil. A Preliminary Report.
    *Lima, V. L. C.; Figueiredo, A. C.; Pignatti, M. G.;

    Modolo, M. Febre Maculosa no município de Pedreira

    - Estado de São Paulo - Brasil. Relação entre

    ocorrência de casos e parasitismo humano dos

    ixodídeos. Revista da Sociedade Brasileira de

    medicina Tropical. 28(2):135-137, 1995.
    *Neves D. P.; Melo A. L.; Genaro, O.; Linardi, P.

    M.; Parasitologia humana. 10ª edição. Editora

    Atheneu.
    *O. M. S. - El Control de Las Enfermidades

    transmisibles en el hombre - 20ª edição, 1978.
    *Pereira, M. C.; Labruna, B. M. Febre Maculosa:

    Aspectos clínicos epidemiológicos. Revista clínica

    veterinária. Ano III, nº 12, jan/fev, 1998.
    *Pessôa, S. B.; Martins, A. V.; Pessôa Parasitologia

    Médica. 11ª edição. Editora Guanabara Koogan.
    *Secretaria de Estado da Saúde -Manual de

    Orientação para Vigilância Epidemiológica - Febre

    Maculosa. - 1996.
    *Travassos J.; Vallejo - Freire A. Criação Artificial

    de Amblyomma cajennense para o Preparo de Vacina

    Contra a Febre Maculosa. Memórias do Instituto

    Butantã. 18:145-235, 1944-1945.
    *Veronesi R.; Focaccia R.; Dietze R.; Doenças

    Infecciosas e Parasitárias. 8ª edição. Editora

    Guanabara Koogan.
     
    Fonte:
    http://www.sucen.sp.gov.br/doencas/f_maculosa/text

    o_febre_maculosa.htm

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